
Em levantamento realizado entre 6 e 8 de outubro em 50 bares da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o site de pesquisas de preço Mercado Mineiro comparou os valores cobrados para petiscos e bebidas, entre refrigerantes, sucos, drinques e cervejas. Em alguns casos, as variações chegam a 230%. Segundo os pesquisadores, as diferenças se dão devido à localização do bar e seu posicionamento junto ao público (se é mais tradicional ou não), considerando ainda o tamanho das porções, no caso das comidas.
Para as comidas, foi atestada diferença de 227% no lombo suíno na chapa, que pode custar entre R$ 25,90 e R$ 84,80. A porção de picanha é encontrada por valores entre R$ 51,50 e R$ 170, uma diferença de 230%. Para o prato de batata frita, com variação de 132%, os preços vão de R$ 15 até R$ 34,90, enquanto a porção de mandioca pode custar de R$ 14,90 até R$ 28,90, uma diferença de 94%.
Nas bebidas, apesar de a Ambev ter anunciado um reajuste de aproximadamente 10% no preço das cervejas este mês, o levantamento comparou preços nos últimos três meses e as louras geladas permaneceram com valor estável. Mas a bebida apresenta variação de preço de até 56%, como no caso da cerveja Original em garrafa de 600ml custa entre R$ 9,50 até R$ 14,90. Também em garrafa de 600 ml, a Skol pode custar de R$ 8 a R$ 12, com variação de 50%.
Ainda nas garrafas maiores, a Bohemia pode custar de R$ 8,50 até R$ 12,50, diferença de 47%, a Serramalte de R$ 10 até R$ 14,50, diferença de 45%, a Brahma que vai de R$ 8,50 a R$ 12, com variação de 41%, e a Heineken de R$ 12 até R$ 16,90, variação de 40%. Para as garrafas menores, a long neck de 343ml da Budweiser foi encontrada com preços entre R$ 7 até R$ 9,80, uma diferença de 40%
No caso das outras bebidas, um suco de laranja natural de 300 ml pode custar de R$ 4 a R$ 12, uma variação de 200%. O refrigerante em lata de 310ml a 350ml pode custar de R$ 4 até R$ 6,90, diferença de 72%. Para os drinks, a caipivodka, com vodka nacional, foi encontrada custando de R$ 9,70 até R$ 23,80, diferença de 145%. Com variação de 150%, o preço da caipirinha vai de R$ 8 até R$ 20. O Mercado Mineiro lembra que que os preços aferidos são conforme consta nos cardápios, ou seja, não consideram os 10% pelo serviço dos garçons, que devem ser acrescidos no final da conta.
Aumentos
O site também comparou os preços médios nos últimos três meses e os aumentos foram constatados em quase todos os itens. A porção da picanha bovina subiu 3,17% – o preço médio, que era de R$ 79,80, passou para R$ 82,33. A porção de batata frita subiu 2,13%, com preço médio passando de R$ 22,18 para R$ 22,65. O refrigerante em lata de 350ml subiu de R$ 5,29 para R$ 5,42, um aumento de 2,41%.
enquanto isso...
...Empresários querem recontratar empregados
Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que quase três em cada quatro estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar (72%) trabalha hoje com menos funcionários do que antes da pandemia. A boa notícia é que 31% deles pretendem recontratar nos próximos três meses. Para a parte das empresas que está contratando, surge uma nova dificuldade no horizonte. Uma em cada cinco (20%) diz estar com dificuldade para recrutar mão de obra. Os cargos mais qualificados são os que têm menos oferta de profissionais – quase metade dos que tentam contratar um cozinheiro, por exemplo, relataram problemas para encontrar alguém preparado para assumir a função. Na avaliação dos consultados, pela ordem, os cargos mais difíceis hoje são cozinheiros, gerentes e chefe. Depois vêm especialistas (como sushiman), garçons e auxiliares de cozinha.
Preço varia até 230% nos bares - Estado de Minas
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