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Thursday, September 2, 2021

Nintendo Switch vs Steam Deck: compare ficha técnica e preço dos consoles - TechTudo

Nintendo Switch e Steam Deck são duas opções de console que funcionam de forma portátil. Enquanto o primeiro está há algum tempo no mercado e sai por a partir de R$ 2.124 no Brasil, o modelo mais recente foi anunciado no dia 15 de julho pela Valve, responsável pela plataforma Steam, e tem lançamento previsto para dezembro de 2021. O aparelho é um PC portátil com tela e controles de videogame, muito parecido com o console híbrido da Nintendo.

O Steam Deck já teve seu preço divulgado: a partir de US$ 399 (por volta de R$ 2.032, sem impostos), porém ainda não tem data para chegar ao Brasil, e tampouco um valor definido para o mercado nacional. Veja a seguir o comparativo de ficha técnica dos dois consoles portáteis e saiba qual deles é melhor para você.

O Steam Deck é um novo aparelho anunciado pela Valve, mais potente que o Nintendo Switch e capaz de rodar jogos da loja Steam — Foto: Reprodução/Steam Deck

O Steam Deck é um novo aparelho anunciado pela Valve, mais potente que o Nintendo Switch e capaz de rodar jogos da loja Steam — Foto: Reprodução/Steam Deck

Qual é mais potente?

O Steam Deck traz um hardware bem mais poderoso que o Nintendo Switch. Além de mais recente, o dispositivo vem com tecnologias como processador de arquitetura Zen 2 da AMD, além de armazenamento entre 64 GB (o dobro do Switch) e 512 GB. Na memória RAM, o console deve trazer 16 GB com o novo padrão DDR5, enquanto o modelo da Nintendo vem com 4 GB DDR4.

Isso deve significar maior capacidade na hora de rodar jogos que o Switch não seria capaz, como Control, Star Wars Jedi: Fallen Order e No Man's Sky, entre outros. Toda essa potência também significa um preço mais alto: o Steam Deck básico deve chegar custando o dobro do modelo mais barato do Nintendo Switch.

O processador de arquitetura Zen 2 do Steam Deck é um quad-core capaz de atingir entre 2,4 e 3,5 GHz de velocidade. Já sua placa de vídeo contará com 8 unidades de computação RDNA 2, também da AMD, capazes de até 1,6 Teraflops (uma forma de medir potência bruta de placas de vídeo). Tudo isso com 16 GB de memória RAM no mais recente DDR5. A capacidade da placa de vídeo pode não parecer impressionante quando comparada a dispositivos mais poderosos como o Xbox Series S, por exemplo, que tem capacidade de 4 Teraflops. Ainda assim, é bem maior que a do Nintendo Switch.

O Steam Deck possui um hardware impressionante que supera facilmente o do Nintendo Switch — Foto: Reprodução/Steam Deck

O Steam Deck possui um hardware impressionante que supera facilmente o do Nintendo Switch — Foto: Reprodução/Steam Deck

O console da Nintendo utiliza um processador Tegra X1 da Nvidia que também atua como placa de vídeo ao mesmo tempo. O chip possui clock de 1 GHz, enquanto a GPU integrada tem 738 MHz e capacidade aproximada de 400 Gigaflops (1 Teraflop = 1.000 Gigaflops). O Nintendo Switch também possui apenas 4 GB de memória RAM DDR4, quatro vezes menos e uma geração atrás em relação ao Steam Deck.

Tela, tamanho e peso

O Steam Deck possui uma tela LCD de 7 polegadas com resolução 1280 x 800p (16:10), enquanto o rival utiliza um display semelhante, mas com 6,2 polegadas e HD (1280 x 720p). Ambas são sensíveis ao toque. A princípio, há pouca diferença entre os dois modelos, mas a Nintendo recentemente anunciou um novo modelo de Switch com tela OLED, que oferece cores muito mais vibrantes e maior resolução.

O preço, por sua vez, também sobe: US$ 349 (aproximadamente R$ 1.777, sem impostos), um pouco abaixo do que vai custar o Steam Deck. Vale ressaltar que a versão está prevista para chegar ao Brasil em 2022.

O Steam Deck é apenas um pouco maior que o Nintendo Switch, com tela maior, porém pesa mais de meio quilo — Foto: Reprodução/Steam Deck

O Steam Deck é apenas um pouco maior que o Nintendo Switch, com tela maior, porém pesa mais de meio quilo — Foto: Reprodução/Steam Deck

Nas dimensões, o Steam Deck possui 298 mm x 117 mm x 49 mm, enquanto o Nintendo Switch conta com 238,76 mm x 101,6 mm x 13,97 mm. Um fator onde a potência do Steam Deck causa uma desvantagem é no peso, com 669 gramas, bem mais que as 399 gramas do Switch. O peso de um portátil pode fazer diferença em sessões longas de jogo.

Armazenamento

Em seu modelo mais básico, o Steam Deck vem com armazenamento de 64 GB eMMC, mas também deve chegar em duas outras versões, mais caras: uma com 256 GB SSD NVMe por US$ 529 (em torno de R$ 2.694) e outra com 512 GB SSD NVMe por US$ 649 (por volta de R$ 3.305). O eMMC é um pouco mais lento que os modelos SSD, mas não muito. O Nintendo Switch, por sua vez conta com 32 GB de armazenamento em seu modelo padrão e 64 GB no novo modelo OLED.

Tanto o Steam Deck quanto o Nintendo Switch podem usar cartões micro SD para expandir seu armazenamento, mas no Steam Deck eles são mais essenciais — Foto: Reprodução/Steam Deck

Tanto o Steam Deck quanto o Nintendo Switch podem usar cartões micro SD para expandir seu armazenamento, mas no Steam Deck eles são mais essenciais — Foto: Reprodução/Steam Deck

A questão do armazenamento, no entanto, não se trata apenas de números. Ambos os aparelhos podem expandir sua capacidade com cartões microSD. O Nintendo Switch tem uma ligeira vantagem, pois seus jogos são otimizados, menores e há a possibilidade de usar jogos físicos em cartuchos. Já o Steam Deck depende unicamente de seu armazenamento para instalar os jogos de PC, que não costumam ser otimizados e ocupam muitos GB.

Este ponto é onde os dois dispositivos mais divergem. O Steam Deck promete rodar a maioria dos jogos disponíveis na coleção dos usuários. Alguns títulos mais pesados, como Star Wars Jedi: Fallen Order, por exemplo, que não está disponível no Nintendo Switch, já foram inclusive demonstrados no console.

No entanto, sua placa de vídeo não parece ser potente o suficiente para rodar em alta qualidade jogos projetados para PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X, mesmo em uma resolução menor.

O Steam Deck impressiona ao rodar jogos do PC que o Nintendo Switch não seria capaz de rodar — Foto: Reprodução/Steam Deck

O Steam Deck impressiona ao rodar jogos do PC que o Nintendo Switch não seria capaz de rodar — Foto: Reprodução/Steam Deck

Ainda assim, o Steam Deck poderia ter acesso a mais jogos multiplataforma que o Nintendo Switch, além de acesso a jogos Indie que saem primeiro no PC e levam por volta de um ano para chegar aos consoles. Talvez a maior surpresa é que o Steam Deck nem mesmo ficará limitado à loja Steam. Jogadores poderão fazer compras também na Epic Games Store, segundo a Valve.

O Nintendo Switch, por outro lado, continua tendo vários títulos exclusivos da Nintendo, projetados especialmente para um tipo de público. Os consoles da empresa sempre tiveram esse diferencial e isso não deverá mudar. The Legend of Zelda: Breath of the Wild, considerado um dos melhores jogos da geração, pode ser jogado apenas no console da Nintendo. Sua sequência está marcada para 2022. Mais franquias famosas, como Mario, Metroid, Animal Crossing, entre outras, não poderão ser encontradas no Steam Deck.

A Nintendo conta com algumas das franquias mais tradicionais no mundo dos games exclusivamente em seus consoles — Foto: Reprodução/Nintendo

A Nintendo conta com algumas das franquias mais tradicionais no mundo dos games exclusivamente em seus consoles — Foto: Reprodução/Nintendo

Enquanto o Steam Deck tem preço definido a partir de US$ 399 (por volta de R$ 2.032, sem impostos), o modelo padrão do Nintendo Switch sai por US$ 299,99 (em torno de 1.502) e é vendido oficialmente no Brasil por R$ 2.999. No e-commerce, o valor cai para ao menos R$ 2.124. Há também custos embutidos no Steam Deck.

O dispositivo da Valve, vale ressaltar, tem mais custos embutidos. Ele pode precisar de um cartão microSD para dar conta de jogos de PC, com arquivos maiores, além de um dock para conectar o dispositivo à TV, algo já previsto no valor final do Switch.

Além do preço inicial o Steam Deck pode exigir custos extras para um cartão micro SD e sua doca para conetar à TV — Foto: Reprodução/Steam Deck

Além do preço inicial o Steam Deck pode exigir custos extras para um cartão micro SD e sua doca para conetar à TV — Foto: Reprodução/Steam Deck

O Switch tem um modelo mais caro disponível com o OLED Model, que sai a US$ 349,99 (aproximadamente R$ 1.777, sem impostos) e chegará ao Brasil apenas em 2022. Além desse, há ainda uma opção mais barata: o Nintendo Switch Lite, que perde algumas funcionalidades, como os controles destacáveis e a possibilidade de conectar à TV, mas custa apenas US$ 199 (R$ 1.013).

Conclusão

O Steam Deck é um dispositivo bastante interessante para usuários que queiram jogar seus games do PC em um dispositivo mais prático e portátil. Mas, é importante considerar que o preço no Brasil provavelmente será um pouco alto. Enquanto isso, o Nintendo Switch parece não competir diretamente com esse público e continua a oferecer suas experiências diferenciadas com franquias tradicionais. O Steam Deck tem toda a capacidade de virar algumas cabeças nos próximos anos, mas o Switch continua uma ótima opção para se divertir com os jogos tradicionais da Nintendo.

Ficha técnica Nintendo Switch vs Steam Deck

Nintendo Switch (padrão) Steam Deck (padrão)
Processador Tegra X1 (1 GHz) AMD Zen 2 quad-Core (2,4 a 3,5 GHz)
Placa de vídeo Tegra X1 768 MHz RDNA 2
Memória RAM 4 GB DDR4 16 GB DDR5
Armazenamento 32 GB 64 GB
Tela LCD 6,2 polegadas LCD 7 polegadas
Resolução 1280 x 720p (16:9) 1280 x 800p (16:10)
Tamanho 238,76 mm x 101,6 mm x 13,97 mm 298 mm x 117 mm x 49 mm
Peso 399 gramas 669 gramas

Com informações de Nintendo (1 e 2), Nintendo, Steam Deck (1 e 2), Steam Deck, Kotaku (1, 2 e 3), GameSpot, The Verge, Eurogamer, TechPowerUp, MetaCritic

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Preço de imóveis residenciais tem alta de 0,5% em agosto - Valor Investe

O preço médio de venda de imóveis residenciais registrou um aumento de 0,5% no mês de agosto, após avançar 0,64% em julho. O dado faz parte do Índice FipeZap, que monitora os anúncios imobiliários em 50 cidades brasileiras.

Comparativamente, a expectativa do mercado para a variação do IPCA de agosto deste ano é de alta de 0,60%, segundo informação disponível na última publicação do Boletim Focus do Banco Central do Brasil. Se a estimativa for confirmada, o valor médio de venda de imóveis residenciais vai encerrar o mês com queda real (descontando a inflação) de 0,10%. Individualmente, 47 das 50 cidades monitoradas pelo índice apresentaram aumento de preço no último mês.

Considerando apenas as capitais, à exceção de Salvador (-0,20%), todas as demais registraram variação positiva, com destaque para Vitória (+2,73%), Curitiba (+1,78%), Maceió (+1,77%), Florianópolis (+1,45%) e Goiânia (+1,39%).

Com relação às duas capitais com maior representatividade no cálculo mensal do Índice FipeZap, foram registradas altas de 0,35%, em São Paulo, e de 0,20%, no Rio de Janeiro.

O levantamento considerou, também, os anúncios de imóveis residenciais à venda nas 50 cidades, em agosto. O preço médio apresentado pelo Índice FipeZap foi de R$ 7.738/m². Dentre as 16 capitais acompanhadas pelo índice, São Paulo apresentou o preço médio mais elevado no último mês (R$ 9.602/m²), seguida por Rio de Janeiro (R$ 9.584/m²) e Brasília (R$ 8.503/m²).

Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio, vale mencionar: Campo Grande (R$ 4.362/m²), João Pessoa (R$ 4.729/m²) e Goiânia (R$ 4.870/m²).

Nos últimos oito meses de 2021, o Índice FipeZap acumulou alta nominal de 3,34%, inferior à inflação ao consumidor de 5,39% - considerando o comportamento observado e esperado do IPCA. Caso a expectativa de mercado se confirme, a relação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e da inflação ao consumidor apurada pelo IBGE resultará em um recuo de 1,94% do preço médio residencial, em termos reais.

Imóveis — Foto: Getty Images

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Distribuidoras elevam preço do botijão de gás em 7% para o consumidor - UOL

O gás de cozinha já está custando mais 7% para os consumidores hoje devido a um ajuste feito pelas distribuidoras do produto, confirmou o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili. Rumores no setor indicam que a Petrobras também deverá reajustar o preço do combustível, que já acumula 38% de alta no ano.

De acordo com Borjaili, o reajuste das distribuidoras teve como justificativa o dissídio da categoria e inflação. O aumento médio por botijão foi de R$ 5,80, sendo que mais R$ 0,30 foi adicionado em alguns estados pelo reajuste do ICMS no mês passado.

"E há um murmúrio de que a Petrobras vai aumentar também no início do mês", disse Borjaili ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que discorda do aumento das distribuidoras, considerando que o valor do produto já está muito alto.

O preço do gás de cozinha virou mais uma preocupação para o governo de Jair Bolsonaro, que demitiu o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco pelos ajustes sucessivos dos combustíveis, inclusive do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Já o atual presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, deixou de fazer reajustes mensais. O último aumento foi no início de julho, de 3,5%.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de GLP de 13 Kg entre 22 e 28 de agosto era de R$ 93,65, sendo que em algumas localidades o produto chega a custar R$ 130,00.

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Wednesday, September 1, 2021

Brasileiros cruzam fronteira para abastecer em postos do Paraguai; preço médio da gasolina em Foz do Iguaçu é de quase R$ 6 - Correio dos Campos

Com o preço médio do litro da gasolina a quase R$ 6 em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, brasileiros têm cruzado a fronteira pela Ponte Internacional da Amizade para abastecer os veículos em Cidade do Leste, no Paraguai.

O valor médio da gasolina na cidade é de R$ 5,79, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em um posto do país vizinho, a dois quilômetros da ponte, o litro custa em média R$ 4,50.

“É questão de custo-benefício. O preço da gasolina no Brasil está muito caro. A gente vem atravessar a ponte para economizar. Está compensando, economizo uns R$ 30 a R$ 40 no tanque, dependendo do câmbio, que está oscilando muito também”, disse o brasileiro Cláurio William.

Segundo o economista Nilson Nagata, a diferença do preço da gasolina nos dois países está nos impostos.

No Brasil, quase metade do valor que é pago pelo litro do combustível são de tributos federais e estaduais.

Enquanto isso, países vizinhos como o Paraguai pagam um imposto único, que é em média 10% sobre o valor do produto.

“Imposto federal de 16% e o ICMS corresponde em torno de 30%, aí que tem essas guerras entre o governo federal e estadual, porque o estadual não quer abrir mão desse imposto. Além disso, tem o custo de distribuição e revenda que também impacta no custo da gasolina. É uma carga tributária enorme sobre a gasolina no Brasil.”

A bandeira do posto de Cidade do Leste é a Petrobras, mas a empresa brasileira vendeu 100% da participação dela para as distribuidoras paraguaias em 2019. O contrato prevê que a marca pode ser utilizada pelo período de cinco anos.

De acordo com um levantamento da ANP, pelo menos nove cidades do Paraná vendem gasolina a mais R$ 6 litro.

Em 2021, a gasolina teve nove aumentos que foram puxados por fatores externos, como a alta do câmbio e dos preços regulados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

O aumento acumulado é de 27% da janeiro a julho.

Fonte: G1

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Preço da conta de luz dispara: corremos risco de apagão? - Norte Livre

Setembro chegou e consumidor terá que pagar mais caro na conta de luz. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
Setembro chegou e consumidor terá que pagar mais caro na conta de luz. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.

O mês de setembro começa com aumento no custo da energia elétrica. Se antes a pandemia da COVID-19 tirava o sono do brasileiro, agora quem incomoda é o aumento da conta de luz diante do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Afinal, corremos risco de um apagão?

Oficialmente, o governo federal não sonda essa hipótese. Mas, os dados são preocupantes. Em Minas Gerais, três grandes usinas operam com níveis baixos: Emborcação (Araguari), Furnas (São José da Barra) e Nova Ponte (cidade de mesmo nome).

A maior preocupação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em setembro gira em torno de Emborcação e Nova Ponte, ambas na faixa dos 11% de volume útil nesta quarta.

Quanto vai ficar a conta de luz?

Na prática, quanto menor o volume de água dentro de uma hidrelétrica menor a capacidade dela de geração de energia elétrica. Isso faz com que o governo e a distribuidora precisem comprar o serviço de outras fontes, como as termelétricas, em setembro.

O problema que isso custa dinheiro. As termelétricas funcionam à base de combustíveis fósseis, portanto são mais caras. Além disso, elas poluem muito mais o meio ambiente que as hidrelétricas.

Quem paga a conta? Claro, o consumidor. Todo esse panorama resultou na criação da Bandeira Escassez Hídrica. Ela elevou o preço de 100 quilowatt-hora de R$ 9,49 para R$ 14,20, um aumento de 50%.

Até quando?

Esse reajuste começa em setembro e vai até abril do ano que vem. Ele só não vale para aqueles que integram a Tarifa Social, portanto estão em vulnerabilidade econômica.

Além disso, consumidores dos sistemas isolados, tais como os de Roraima e de outras áreas remotas, não pagam bandeira tarifária.

O aumento de 50% não resulta, porém, num crescimento de igual proporção no preço da conta de luz. Isso porque a bandeira é apenas uma parte do que pagamos ao governo. Há outras tarifas na cobrança.

Desse modo a tarifa média mensal paga pelo brasileiro deve crescer de R$ 69,49 para R$ 74,20 a cada 100 kWh: aumento de 6,78% no total, entre setembro deste ano e abril do ano que vem.

Por que a conta de luz vai aumentar?

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) quem definiu o aumento. Mas, essa decisão deveria ser da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável por regular a energia elétrica no Brasil.

Esse é mais um ponto de discordância entre o governo federal e especialistas.

“Esse comitê extraordinário de crise é de fato quem está tomando as decisões, com a agência reguladora significantemente neutralizada, bem como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)”, diz Anivaldo de Miranda Pinto, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

Vai ter apagão?

Tudo depende de planejamento e das chuvas. A geração da energia elétrica no Brasil depende em sua maior parte das hidrelétricas. Elas geram 64% da oferta no país.

Só que essas usinas dependem da água dos rios. Se aumentarmos a vazão para encher os reservatórios, pode faltar água caso as chuvas planejadas para os próximos meses não caírem. Em setembro, elas ainda não chegam. A previsão é só a partir de outubro, mas sobretudo de novembro em diante.

“Quando o paciente está na UTI, você não tem muitas alternativas. Infelizmente, por falta de planejamento estratégico e vontade política, o Brasil não fez o dever de casa de se preparar para esse século de agravamento do aquecimento global”, afirma Anivaldo de Miranda Pinto.

Ele defende a fonte de energia solar como resposta à destruição ambiental. “Temos um semiárido capaz de gerar energia desse tipo. Mas, não temos tecnologia. E espaço tem, porque há muito lugar pouco povoado no Nordeste. Há países não tropicas que geram mais energia solar que o Brasil”, explica o especialista.



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Preço do gás de cozinha sobe na Paraíba a partir desta quinta-feira (2), diz sindicato - G1

Preço do gás de cozinha deve aumentar na Paraíba a partir desta quinta-feira (2) — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Preço do gás de cozinha deve aumentar na Paraíba a partir desta quinta-feira (2) — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O preço do botijão de gás de cozinha vai subir pela oitava vez este ano, na Paraíba. Segundo o Sindicato de Revendedores de Gás GLP, esse é o oitavo aumento no preço do insumo apenas neste ano. O reajuste já passa a valer nesta quinta-feira (2).

Para o consumidor final, o reajuste deve representar um aumento de R$ 7,00 a R$ 10,00 no preço do gás de cozinha. Para pagamentos à vista, o valor deve ficar em R$ 105,00, e para pagamentos à prazo, R$ 110,00.

O aumento não vem da Petrobras, mas sim do dissídio coletivo da categoria, para cobrir os custos da revenda, causados pela inflação e pelo aumento no salário dos funcionários.

A previsão é de que um novo aumento, dessa vez vindo da Petrobras, seja anunciado em até 10 dias, ainda neste mês de setembro.

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Bolsonaro diz que governo irá trabalhar preço dos combustíveis - BiodieselBR

Política

Fábio Rodrigues - 01 set 2021 - 08:59

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira em conversa com apoiadores que o governo irá "começar a trabalhar" no preço dos combustíveis, mas não adiantou o que pode ser feito além de cobrar, mais uma vez, mudanças no ICMS.

"Então agora está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis", disse Bolsonaro. "Mas não adianta a gente tratar de preço se o ICMS tiver esse valor variável, que interessa aos governadores."

O presidente tem sido constantemente cobrado pelo alto valor dos combustíveis e do gás de cozinha, que tiveram aumentos recorde desde o ano passado. Em alguns locais, o litro da gasolina já chega a 7 reais, enquanto o botijão de gás de cozinha está em torno de 100 reais.

O aumento dos combustíveis levou à demissão do então presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e sua troca pelo general Joaquim Silva e Luna, mas ainda assim Bolsonaro não conseguiu conter os preços.

Insinuações anteriores de alguma forma de controle de preços, no entanto, sempre levaram a reações contrárias do mercado financeiro.

Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei que pretende transformar o ICMS sobre combustíveis, cobrado pelos estados, em um valor fixo. Apesar das principais razões da alta serem o preço do petróleo no mercado internacional e o valor do dólar frente o real, o presidente culpa o ICMS pelo alto custo.

Nesta terça-feira, voltou a dizer que pretende ver o projeto de lei aprovado e disse que governadores aumentaram o ICMS quando o governo federal zerou a Cide, tributo federal, sobre o diesel.


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